Berta Ynari

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20026
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Livro capa mole
... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida. ... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida. ... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida. ... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida. ... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida. ... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida. ... Sou Berta, ganhei alcunha de Y nari desde pequenina, foi-me posta por quem não devia pôr, por esse meu pai que agora parece querer redi- mir-se, falando pela min- ha boca as coisas que eu não sei falar . . .. A quem tu queres matar? parece-me ainda hoje nítida, a voz trémula e temerosa. A ti mesmo que já me matastel, res- pondeu a minha voz ainda mais trémula e temerosa. Teria eu con- seguido esse feito cobar- de ou corajoso, sei lá sem a ajuda de Nico- Nicolau? Poderia eu ter cobrado como cobrei na- quela hora, mais de catorze anos de angústia? ... Começava a era da simbolização do eu per- tencimento à minha pes- soa, e passei, desde -então, a certificar-me da perda de radicalidade das suas atitudes. Levantou a si próprio a proibição de entender melhor o Mundo. Mantinha o jeito de imperador incon- testável, porém moldado aos interesses de Berta Dombe, eu mesma, a mulher comprada pela repressão, a Y nari da desfortuna, a artífice dos novos tempos . .. . Iluminados pela lua cheia, ou nova?, eu, o banco, o coqueiro e lá mais à frente, o mar, parecemos todos envol- vidos num vendaval de sonhos e utopias, in- felicidades, reveses e contratempos. Insidiosa, paradoxalmente longín- qua e envolvente, a canção mágica vinda do mar, invade novamente os meus domínios, critica meus erros sucessivos numa contínua violação dos meus sentidos . ... Voltei-me para o espelho grande do quarto e falei à imagem que nele se reflectia. Uma imagem que já não podia ser gabada, imagem de mul- her que vivendo inten- samente, viveu morta toda a vida.
More Information
author Jacques Arlindo dos Santos
Publisher Chá de Caxinde
Edition no. 1
Year of publication 2000
Page numbers 103
Format Livro capa mole
Language Portuguese
ISBN n.a.
Country of Origin Angola
Dimension 22,9 x 16 x 0,7
About the Author JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó. JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó. JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó. JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó. JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó. JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó. JACQUES ARLINDO DOS SANTOS, é natural de Calulo, Kwanza-Sul, onde nasceu a 6 de Outubro de 1943. Profissional de Seguros, é membro da União dos Escritores Angolanos e autor das seguintes obras: Casseca (Cenas da vida em Calulo), Chove na Grande Kitanda e ABC do Bê ó.
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